Versão Brasileira: Akame ga Kill! 6 – Panini

E aí pessoal, tudo bem com vocês? Só deu para postar hoje, mas vamos comentar sobre este último volume de Akame ga Kill! que foi lançado?


Akame ga Kill!: Volume 6

Quando estava lendo o início, achei que essas criaturas que apareceram seriam só o “monstro da semana”, aquele mesmo que só serve para mostrar o herói em ação, usar a técnica vencedora, fazer pose legal e não afeta em nada o andamento da história, mas me enganei. Achei também que era só pra dar um destaque ao Bols, mas eu também me enganei. Porque ele não só mostra o Bols, como vemos as diferenças entre ele e o Wave como personagens, mas esses monstros fazem a história andar, porque eles mexem com a Night Raid. Um dos motivos é que vemos a vontade deles sendo a mesma do Império, ambos querem impedir que essas criaturas continuem matando a população. Nem vou no ponto da motivação, porque não acho importante, mas existiu uma atitude, a prática é que conta aqui.

Por conta disso, temos algo que eu parei pra pensar e acho muito ruim da história. Esdeath apaixonada pelo Tatsumi. Conveniência pura pra salvar o pescoço do personagem, que eu nem acho isso o maior problema, porque isso é necessário, mesmo achando melhor de outro jeito. Mas meu grande problema em relação a isso vem de duas coisas que são dois clichés que eu odeio nos animes e mangás atuais, inclusive corroborada pelo flashback dela.

 

Não deixa o bicho voar não, Tatsumi

 

O primeiro é o do protagonista pica de ouro, o garoto que por motivos de que o autor quis, e ele é o personagem principal, todas as garotas se apaixonam por ele. Em comédia romântica eu até entendo esse cliché, mas em uma história de guerra? Eu sei que tem que ter alívio cômico, inclusive muitos funcionam bem, até em Berserk e Vinland Saga temos isso, mas colocar esse tipo de cliché em uma história de ação romancinho adolescente é querer apelar para os fanservice de mangás atuais que assim que terminam, nós esquecemos deles.

Segundo é que como vemos no bom flashback da Esdeath, que foi a melhor coisa desse volume. Um flashback que não apela pra premissa de que a ocasião faz o vilão, que foi só uma vítima de um dia ruim, ou descuido de alguém muito burro. Não, ela sempre foi uma psicopata e isso não aconteceu por culpa do pai dela, seja por ser um pai horroroso ou burro, ela fluiu naturalmente, e não mudou como pessoa da água pro vinho depois que seu pai morreu ou passou a ver com outros olhos. Ela tem o discernimento de tudo que aprendeu com ele, não guarda rancor e nem tem sentimentos reprimidos, apenas não tem empatia, uma frieza típica dos psicopatas. Foi um bom flashback e que serviu pra que Tatsumi visse que não vai dar pra chamar pro seu lado e virar amiguinha não. E daí vem a minha crítica, pra que diabos transformar a maior psicopata do mangá numa garotinha kawaii apaixonada pelo protagonista? É uma história boa suficiente pra não precisar ficar pegando os clichés dessa época de ecchis e o que vem junto no pacote.
E como se não bastasse, colocaram a Chelsea também como mais uma vítima do protagonista que deixa todas as garotas doidas por ele.

 

AFF

 

Mas sim, apesar das minhas críticas, foi um volume muito bom. Vimos mais desses personagens dos Jaegers, como a Esdeath, Wave, Bols e até mesmo Seryu. O caso do Wave e do Bols são interessantes, o Bols, diferente do Wave, ele embora seja uma boa pessoa em sua essência, e para as pessoas ao seu redor, ele sabe que cometeu crimes cruéis, que fez atrocidades ao mando do Império, e que ser um comandado não justifica em nada o que ele fez. Ele tem essa maturidade, ao contrário do Wave, que é muito inocente ainda, e tem aquela cabeça de militar, cumprir as ordens e fazer pelos companheiros que o ajudaram, ser grato, obediente e retribuir seus colegas. Interessante que vemos mais do Wave do ponto de que ele não fez quase nada, ele só falou e pensou, a partir disso, vimos as diferenças dele para outros personagens, como o próprio Bols e a louca da Seryu. Seryu foi o que eu havia falado antes, ela é o caso do soldado fanático que acha que a sua brutalidade é a justiça. Ela é a personificação do “bandido bom é bandido morto”, que qualquer crime pequeno, mesmo roubar um pote de manteiga, é pra matar. Uma louca desvairada, e o pior de tudo é que existem pessoas e autoridades que pensam assim, às vezes agem.

Mas temos uma história que o final teve um bom diálogo, aquela explicação de plano necessária e que termina já combinando inimigos, colocando os personagens que se assemelham lado a lado para dar aquela fome de ver o confronto entre eles. Tivemos tirando a parte que eu critiquei, boas piadas, a violência é do jeito que esperamos e queremos, o flashback do Lubbock é OK, não é o mais interessante do mundo, mas já foi o suficiente para sabermos a sua origem e motivação, e não tomou tanto tempo. Problema seria se um flashback desses tomasse um capítulo inteiro. A arte tem o seu estilo que é bem interessante, diferente do anime que foi o mais genérico possível. A leitura fluiu bem, acredito eu. O trabalho da Panini está melhor que no volume anterior, porque não teve página mal cortada, e manteve o nível em tradução e papel.

 

Nunca se esquecem da Sayo

 

Comentários Finais:

– Dessa vez acabei escrevendo bem mais do que imaginei, mas se fez necessário.

– Ontem não deu para postar e hoje por pouco que deu, mas tá aí, com todo carinho e dedicação.

– Se preparem que amanhã tem uma surpresa bem legal.

Então é isso. Comentem o que acharam do volume e da review, se gostaram ou não, podem comentar. Mandem críticas e sugestões, caso tenham. E até a próxima pessoal.

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