Versão Brasileira: Lobo Solitário 1 – Panini

E aí pessoal, tudo bem com vocês? Eu disse que vinha uma novidade, e é essa, vamos a partir de hoje fazer reviews desse que é um dos mangás mais influentes de todos os tempos, Lobo Solitário, então vamos nessa?


Lobo Solitário: Volume 1

Confesso que estava em dúvida se passava a fazer ou não a review deste título, mas como se trata de um mangá com tamanha influência, decidi entrar nessa.
De cara nós temos a arte da capa feita por ninguém menos que Frank Miller, esse que talvez seja o autor mais influenciado pela obra no mundo, dentre os grandes nomes, é claro. A arte de Miller costuma causar estranheza para alguns, principalmente os que não o conhece, algumas são até feias mesmo, convenhamos, mas é uma baita homenagem. O cara já deu seus vacilos, até mesmo em roteiros, mas é um monstro dos quadrinhos, e a homenagem dele nessa capa é uma prova de amor pela história que qualquer fã do seu mangá favorito gostaria de fazer. É um gigante homenageando outro, algo muito bonito de se ver.

O tamanho do volume chega a assustar, porque são 281 páginas de história, eu mesmo demorei mais que o normal para ler tudo, mas é uma leitura que vale a pena.
Outro problema que alguns vão reclamar, e já vi reclamação, é que esse primeiro volume, tirando o último capítulo, é todo episódico. Cada capítulo é uma aventura diferente do nosso Lobo Solitário e de seu filhinho, mas eu não vejo isso como problema não, acho divertido, mais descompromissado aparentemente e tem também a época. Sim, é uma época diferente, é dos anos 70, quando existia uma separação enorme entre mangá e gekigá, até o traço era diferente, e quem não reparou isso nesse mangá, precisa ir ao oftalmologista.

 

Já chegou mostrando pro que veio (ignorem o meu dedo, foi difícil tirar essa foto sozinho)

Já chegou mostrando pro que veio (ignorem o meu dedo, foi difícil tirar essa foto sozinho)

 

Itto Ogami e seu filho Daigoro são personagens bons e interessantes, e a cada capítulo nós aprendemos um pouco sobre eles. Vemos um pouco do que cada um deles é capaz de fazer, surpreende tanto Ogami quanto Daigoro. O que mais me impressionou em Ogami não é a sua agressividade ou capacidade física, que são pontos positivos dele, e sim a inteligência, ele é um cara que executa planos bem inteligentes e surpreende seus alvos com a sua esperteza. Quanto ao Daigoro, o que ele tem de fofinho, bonitinho e engraçadinho, ele tem de perigoso. É uma criança, mas não é nada fácil. E é legal ver o Ogami utilizá-los nos seus planos e ele não parece estar nem um pouco incomodado com isso. E cada capítulo, embora seja episódico, ele nos mostra do que pai e filho são capazes, cada um mostra algo que não havíamos visto deles antes, e é tudo feito de maneira bem divertida, é um dos principais gekigás, porém embora sério como são esse tipo de mangá, não deixa de ser divertido. Exceto o nono, que nos mostra a origem da jornada deles, que é algo bem interessante, embora não acho que mesmo com essa jornada em busca da vingança contra Yagyu, acredito que teremos boa parte dos capítulos histórias episódicas.

Fazendo essa menção ao gekigá, porque como disse antes, na época existia essa distinção, inclusive se não me engano, os que faziam esse tipo de quadrinho, não queriam ser chamados de mangá, porque os mangás eram mais fantasiosos, enquanto suas obras eram as mais realistas possíveis. Embora hoje em dia ninguém faz esse tipo de distinção, pessoalmente acho bom saber como era isso na época e o que acabou influenciando e se transformando os mangás. Porque o passado influenciou o presente, mangás de mecha, gekigás, e por aí vai, todos eles influenciaram mangás, animes, jogos e outros elementos da cultura pop, inclusive Frank Miller, que tem Lobo Solitário como sua inspiração máxima, criou excelentes histórias do Demolidor, Wolverine e o icônico Cavaleiro das Trevas, uma das histórias mais influentes do Batman que mudou para sempre a imagem do Homem Morcego. É legal ver a história disso tudo, serve pra matar a nossa curiosidade, é divertido e nos ajuda a entender sobre muita coisa dos mangás.

 

Vale tudo pra pegar o alvo

Vale tudo pra pegar o alvo

 

E para finalizarmos, sobre o trabalho da Panini. O mangá é caro, mas o problema não é o preço em si, são dois. O primeiro é a quantidade de títulos mais caros da Panini. Já tem One-Punch Man, Berserk, Vagabond, Slam Dunk, Ajin (um título que eu não vi necessidade de custar R$ 17,90), Bestiarius e agora Lobo Solitário. Quem compra TODOS esses títulos e numa época de crise, tá sofrendo, e eu sou um desses. Eu tenho que me virar com assinaturas e promoções pra poder comprar todos eles. Eu não entendo muito do mercado, mas à primeira vista, me dá um receio disso causar uma bolha que pode estourar feio, e com isso vir os indesejados cancelamentos. Mas eu tenho uma fé na Panini por se tratar de uma grande editora internacional, e tem títulos que estão vendendo bem. Se demorar pra comprar Berserk, já era, e o que tem de volumes esgotados em todos os sites possíveis, é de se assustar. Hoje mesmo eu achei o volume 14 com muito suor.

Mas de qualquer forma, é de ficar preocupado com a quantidade de títulos caros. Será que precisamos de tantos formatos de luxo assim? Sei que gostamos de melhor qualidade, mas não estamos em um momento fácil, o contrário, e falando em qualidade, muitos reclamaram de problemas seríssimos em Lobo Solitário e Slam Dunk, eu mesmo fiquei com medo ao abrir o meu mangá, mas ainda bem não teve nenhuma página soltando, e isso é um problema muito pior que transparência de papel e tradução que o leitor não gostou. Em Lobo Solitário o papel é de primeira, a capa também, tradução tá boa, mas quando se tem páginas soltando conforme as pessoas mostraram, não dá pra dizer que tá com uma qualidade boa. Espero que tenha sido só agora, porque pagar R$ 18,90 com um mangá que tem páginas descolando é de cair o cu da bunda.

 

É um mangá sério, eu juro

É um mangá sério, eu juro

 

Comentários Finais:

– Gostaram da surpresa que prometi? Só deu para postar hoje, porque ontem o VG fez sua crítica sobre Soul Eater e preferi dar um espaço entre as postagens.

– Amanhã tem Boku no Hero Academia.

– Terça deve ter Vagabond, se tudo der certo.

– Goseki Kojima infelizmente já morreu, porém Kazuo Koike ainda está vivo, então minha recomendação é segui-lo nas redes sociais. Este é o seu Facebook e o seu Twitter.

Então é isso. Comentem o que acharam do volume e da review, se gostaram ou não, podem comentar. Mandem críticas e sugestões, caso tenham. E até a próxima pessoal.

Curta o Otaku Pós-Moderno no Facebook | Siga o Otaku Pós-Moderno no Twitter

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s