Versão Brasileira: My Hero Academia (Boku no Hero Academia) 1 – JBC

E aí pessoal, tudo bem com vocês? Conforme eu prometi há um bom tempo, vir aqui fazer uma review da versão encadernada que veio ao Brasil pela JBC, vamos nessa então?


My Hero Academia (Boku no Hero Academia): Volume 1

Antes de mais nada, deixar claro que essa não vai ser uma review convencional.
Porque eu não vou fazer review da história, eu já faço isso nos capítulos, então por conta disso, eu vou avaliar apenas o trabalho da JBC na Versão Brasileira desse título.

A começar pela capa, ela causou um tremendo furdúncio, pessoal foi abaixo pelos motivos mais banais, mas sinceramente? Eu não sei o que poderiam fazer para adaptar a capa pra ficar com a logo igual à japonesa. E não, manter a capa igualzinha e com as letras japonesas (eu sei lá se é kanji, hiragana ou o que for, vou chamar assim mesmo) não seria algo comercialmente bom. Imagina um muleque brasileiro vendo isso, iria achar que era revista gringa. E quem pegou a referência da logo, sabe que foi uma baita homenagem.

Capa japonesa, americana e brasileira respectivamente. As diferenças ficam só na logo basicamente.

Capa japonesa, americana e brasileira respectivamente.
As diferenças ficam só na logo basicamente.

Ah, e gostei da contracapa, que ficou bem fiel à original. Só retiraram a Mount Lady, que eu sei que é uma merda esse negócio de ficar modificando as coisas pra não terem dor de cabeça e chilique, mas nesse caso não foi algo pra armar uma guerra. É uma empresa vendo a parte comercial e não querendo ter dores de cabeça, ainda mais com um produto que encontra dificuldades para vender no Brasil como é mangá.
Embora eles colocaram na parte de dentro da contracapa, ou seja, ainda tá lá.

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Contracapa japonesa e brasileira

Em relação às traduções, achei OK, é um mangá extremamente difícil de traduzir, não vi erros e bizarrices, o pessoal só forçou a parte do meme do Bambam que eu não achei algo também pra cuspirem maribondos. Eu não adaptaria, mas não é daquelas coisas que estão o tempo todo no volume e nem foi em uma situação de destaque.
Usar o nome dom como tradução para quirk é uma escolha segura e boa. Fica mais fácil de usar e memorizar do que individualidade, como os scanlators e fansubs usam.
Os nomes dos heróis, dos dons e habilidades que ficaram no original que era em inglês, também achei escolhas seguras e corretas. Sem reclamação sobre isso.

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Só com esse tipo de foco que se dá importância pra isso, na leitura como um todo nem se percebe direito

Mas eu não gostei de uma coisa na tradução. Os palavrões censurados. Já está errado em deixar censurados, é esconder, e é mangá de classificação etária de 14 anos. A gente sabe que muita criança com idade menor vai comprar porque o pessoal só pega pesado (quando pega) é com revista de classificação etária de 18 anos, e essa o pessoal nem precisa comprar nas bancas mais pra ver e fazer coisas que é melhor não falar aqui pra não baixar o nível. E eu vou dar uma opinião bem impopular, acho que nem deveria ter os palavrões. Eu sei que tradução é adaptação, mas os japoneses não falam palavrões. Poderiam adaptar com palavras como “desgraçado”, “miserável”, “babaca” e coisas do tipo. Parece piegas e tal, mas ainda é um garoto japonês. Uma coisa é reclamar da dublagem lavar a boca dos personagens de filmes americanos, filmes americanos são recheados de palavrões, mas mangá e anime não. Se não me engano, nem existem palavrões no vocabulário japonês.

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A Dercy da história

E em relação ao papel, tinta e preço. Melhor escolha possível de papel, é melhor usar esse papel do que aquele cheio de transparência. Se não me engano é o mesmo papel usado em Magi e The Seven Deadly Sins (Nanatsu no Taizai). O preço tem que ser esse, não adianta. Acabou a época de tanko por R$ 10,90, aceitem. Não tem como ficar abaixo de 12 reais hoje em dia. Colecionar mangá se tornou um hobby muito caro, por isso que o melhor a se fazer hoje em dia é assinar com os descontos ou comprar com os descontos nas lojas online, atualmente eu tenho usado mais o site da Amazon, que foi onde eu comprei esse mangá, e comprei alguns mangás hoje pela Saraiva. Não tem jeito. E acabar tendo que abrir mão de alguns títulos, porque infelizmente a coisa tá feia.

Sobre a tinta, quando eu tava do meio pro final da leitura, aconteceu um problema que me irrita em certos mangás da Panini, principalmente os mais baratos, que é com o dedo ficar sujo de tinta, ficar com o dedo cinza enquanto lê o mangá é algo que poderia ser evitado ao máximo. E é tinta saindo do papel do mangá, o pior não é o seu dedo sujar, e sim que essa tinta que sai é o que compõe o mangá, mas posso estar exagerando demais agora.

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Comentários Finais:

– Desculpa o atraso, é que esse post exigiu mais trabalho do que eu esperava.

– Em relação ao mangá da JBC, depois de tudo que comentei, acredito que vale sim o investimento. É um bom trabalho, o preço é barato para os mangás de hoje, e é um dos melhores títulos para se colecionar dos atuais.

– Ainda hoje tem One-Punch Man, fiquem ligados.

– Sim, vou continuar fazendo a Versão Brasileira deste título e a review vai ser o trabalho da JBC, já que já fiz da história nas reviews dos capítulos.

Então é isso. Comentem o que acharam do volume e da review, se gostaram ou não, podem comentar. Mandem críticas e sugestões, caso tenham. E até a próxima pessoal.

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