Versão Brasileira: Berserk 13 – Panini

E aí pessoal, tudo bem com vocês? Bora rapidinho comentar sobre o mais pesado volume de Berserk até o momento?


Berserk: Volume 13

Depois de muito tempo eu finalmente consegui ler esse bendito (como mangá e não pelo teor da história) volume. Vi também gente criando polêmica em cima disso e não vou pipocar sobre isso, embora não vou pautar minha review em função da mesma.

É justamente nesse volume que temos o clímax da desgraça que recai sobre Guts, Caska, Judeau, Corkus e Pippin. E nós vamos vendo cada um deles morrendo separadamente, um de cada vez. É triste ver como vai acontecendo cada morte. Judeau teve a mais “honrosa”, foi o que melhor lutou e menos sofreu, e também aquele quem mais acompanhamos o que se passou na cabeça até a sua morte. A única coisa que eu achei que talvez fosse desnecessária, foi colocar que ele gostaria de mandar aquele papo pra Caska, você sabe, o “venha para meu mundo”. Mas foi bom a importância que deram para ele nesse final.

Já a do Corkus, foi Corkus sendo Corkus até o fim da sua vida. Completamente deprimente, como ele sempre foi. Sim, jamais consegui gostar dele como personagem. Preferi essa versão do mangá do que do primeiro anime. Lá eles enrolaram e fizeram um pornô de Cineprivê com ele até a morte. Prefiro desse jeito que não deram muito espaço pra ele. A do Pippin no anime foi mais “honrosa”, mostrou ele morrendo em pé, como acontece com o grandalhão corajoso e bondoso dos animes que só serve pra apanhar (olhando pra você, Aldebaran). Claro que junto com esse festival de desgraças temos o Guts lutando feito um cachorro louco, matando e apanhando como sempre. O que já conhecemos elevado a uma potência maior de violência e desgraça.

E pra completar a cereja do bolo, Caska. Lá vamos nós comentar a cena do estupro dela. Já começa que tenho a necessidade de explicar em pleno 2016 que assim como a maioria, eu também não gosto de ver esse tipo de cena, é a coisa mais nojenta e maligna que uma pessoa pode fazer com a outra, que NADA NESSE MUNDO JUSTIFICA O ATO. Tá entendido? Vamos falar sobre a necessidade desse tipo de cena. Arte não pode ser censurada. Em hipótese nenhuma isso pode acontecer, mesmo em cenas que detestamos ver. Inclusive porque muitas vezes a intenção da arte é justamente essa, nos tirar da zona de conforto, mesmo que seja com uma sola bem forte no seu peito.
Outro problema desse discurso do desnecessário é querer ser o dono da régua, muitas vezes isso é uma forma disfarçada de dizer “Não é o que eu quero, então tira”, e isso é ridículo.
Falaram que o Miura passou paninho e amenizou o estupro, Caska fazendo carinha de prazer, quem disse isso não leu o mesmo mangá que eu li. Eu não vi nada disso, vi uma cena muito pesada, uma personagem chorando o tempo inteiro (vale lembrar que tem umas luzes brilhantes que são referências aos cristais que são as lágrimas que o Griffith falou poucos capítulos antes) e acontece consequências gravíssimas a ela sim. Só ver o que acontece depois com o estado mental dela, e podem reparar que ela só confia na Erika, não quer que um homem encoste nela.
E dizer que é baixo uma personagem feminina servir de motivação para um protagonista homem (e olha que eu acho esse argumento nesse caso algo muito reducionista) é coisa de cagador de regra querendo aparecer e fazer bonito pros outros.
No mais, não caiam em clickbaits, pelo amor de Deus, leiam as notícias.

E depois disso temos a fuga e o pós-desgraça. A fuga teve um fator interessante que relacionou de vez o Cavaleiro da Caveira com os God Hands, principalmente Void. Agora posso falar da teoria (embora não sei se falei) de que ele e Void deveriam ter sido que nem Guts e Griffith no passado.

Embora nós já temos jogado como a Caska ficou depois disso tudo, com Guts nós vamos acompanhando passo-a-passo. Assim que acordou, a ficha não caiu, a ficha caindo e depois que caiu. É de novo um processo pesado, mas vai gradativamente transformando o Guts no insano que conhecemos no início do mangá. E cada morte que aconteceu, principalmente dos 3 comandantes do Bando do Falcão, são combustíveis para isso.

Outro ponto interessante é o Cavaleiro da Caveira apresentando ao Guts, com a intenção de apresentar ao leitor obviamente, a fronteira entre os mundos, o que os espíritos podem fazer, que o estigma é o responsável por isso, e que de agora em diante, ele terá que conviver com isso. E cada aparição dele, eu tenho mais interesse no personagem. O visual, o mistério, o modo como o personagem age, é um dos meus personagens favoritos de Berserk.

E assim termina a desgraça, faltando só 1 volume para encerrar o arco mais famoso de Berserk. Não é o meu arco favorito, mas é um bom arco e tem a sua importância, pois é a explicação da zona toda que acontece na história.

Comentários Finais:

– Sim, foi um ótimo volume. Deu pra ler bem rápido. A arte se manteve sensacional, Miura conseguiu passar o que queria. Uma desgraça pesada, triste e chocante.

– Esqueci de mencionar a morte do Gastón, das pessoas próximas ao Guts, foi a morte mais esculachada. Coitado, não desejo isso pra ninguém.

– Se alguém entender errado, favor ler de novo.

– Se tudo der certo, Vagabond amanhã.

Então é isso. Comentem o que acharam do volume e da review, se gostaram ou não, podem comentar. Mandem críticas e sugestões, caso tenham. E até a próxima pessoal.

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