Versão Brasileira: Akame ga Kill! 1 – Panini

E aí pessoal, tudo bem com vocês? Depois de muito tempo doido para fazer isso, finalmente consegui comprar, ler e agora fazer a review de um dos títulos que eu mais estava no aguardo aqui no Brasil.


Akame ga Kill!: Volume 1

Akame ga Kill! apesar do nome e também da capa, é uma história em que o protagonista é Tatsumi, um rapaz do interior que foi para a capital para poder ganhar dinheiro, fazer nome e ajudar a sua vila no interior que sofre com a pobreza. Só que a capital não é o sonho que Tatsumi esperava, é um lugar cruel e corrupto onde as pessoas mais podres fazem o que bem entendem, e por conta de coincidências, necessidade e um pouco de idealismo, ele acaba se juntando a um grupo de assassinos chamado Night Raid. E a história passa a ser sobre Tatsumi na Night Raid com o objetivo de derrubar o Império, cujo o imperador é manipulado pelo Primeiro Ministro, a pior pessoa que existe no mangá.

Bom, vamos primeiro apresentar os personagens e comentar as primeiras impressões sobre eles.

Tatsumi é o protagonista, como escrevi no início. Eu gosto do Tatsumi, ele tem clichês de heróis de mangá, mas ao mesmo tempo ele está inserido no mundo mais perturbado possível. O que faz com que ele tenha a personalidade do herói, mas ao mesmo tempo quando luta, ele se solta da maneira mais selvagem possível devido aos seus valores. Quando ele ataca pra matar, é a melhor parte de ação da história. Agora é melhor ainda porque vemos a raiva na sua cara ao matar outros assassinos. E é legal ver como a ingenuidade do Tatsumi é ridicularizada na história.

Akame, aqui vem a opinião impopular, quando eu vi o anime eu tinha um pouco disso, mas eu não detesto a personagem, mas não tem como não dizer que ela é uma Mary Sue. Ela faz tudo perfeito, ela é a melhor em tudo, ela é forte, rápida, eficiente, preparada e até mesmo quando foi recrutada pela Najenda não mostrou como isso aconteceu. Como uma assassina impiedosa (possivelmente a mais impiedosa do Império) foi parada pela Najenda e mudou de lado? Najenda parou ela? Teve um insight? Nem lembro se isso mostra direito, mas me cheira a não mostrar a Akame em dificuldade. A personalidade dela é boa, ela não chega a ser uma bonequinha sem emoção, mas não é uma chata. Ela não é uma tsundere como a personagem que comentarei abaixo.

Mine, se não me engano a personagem favorita do criador. A Mine é a Asuka da história. Ela é igualzinha, a primeira impressão dela como personagem é um saco, mas como assassina ela tem uma das armais mais legais da história. Comentarei sobre elas depois.

Leone, a autêntica gostosa divertida. Ela está lá pra fanservice por ter peitão e soltar umas piadas. Eu gosto dela. Uma pena que parece que não querem desenvolver um pouco mais a personagem.

Bulat é um personagem que todo mundo gosta. Não tem como não ser simpático a ele. É o autêntico aniki, ele é forte, carismático, um dos mais solícitos com o protagonista, estiloso e fanfarrão. Eu não consigo ver motivos para não gostar do personagem.

Lubbock entra na cota do tarado do grupo. É um mangá que mexe muito com esse tipo de fanservice, então não teria como não entrar um personagem assim na história. Mas funciona, porque não é só um tarado. Como assassino ele convence. E tem suas funções fora à luta.

Sheele e Najenda eu prefiro não comentar agora, porque quase nada delas dá para comentar. Só o fator massavéio delas.

Aliás, é uma história que tem seus massavéio, mesmo não sendo um mangá puramente massavéio. Ele tem um conteúdo interessante. Mas vamos falar no que é maneiro aqui. Em primeiro lugar o visual, porque é uma história medieval onde os personagens principais usam roupas modernas. Suéter, jaqueta, gravata (ainda por cima numa camisa sem manga como Avril Lavigne no início da carreira), top que reforça peitões, o visual aqui não tem intenção nenhuma em corroborar com uma história medieval. A intenção é que seja descolado como acontece em mangás, animes e jogos de videogames.

E o que eu mais achei mais massavéio na história são as teigus. Elas são as armas especiais na história, cada uma tem a sua função. As que eu mais curti aqui foram a Incursio e a da Leone que não falaram o nome ainda. A da Mine é outra sensacional, não só pelo poder que tem, mas como adquirir mais poder ainda. A da Akame combina perfeitamente com ela, chega a dar medo. A tesourona da Sheele é outra referência em massavéio, ainda mais quando ela é posta em prática.

Claro que para uma história desse tipo, precisamos de doses cavalares de violência. Ela é de deixar Quentin Tarantino com inveja de tão espalhafatosa que é. Não basta matar e ter o sangue jorrando, tem que ter humor negro também, é a única explicação que consigo encontrar para quando alguém morre e aparecer uma expressão de surpresa com “Ué?” enquanto se vê cortado ao meio e indaga sobre o que houve.

O traço do mangá é algo a ser comentado também, ainda mais para quem viu o decepcionante anime. Porque o anime é o traço bem genérico, já o mangá é estilizado, e como acontece em vários mangás, o traço vai melhorando com o tempo.

Sobre os capítulos. Aqui eles só serviram de introdução. O primeiro foi para mostrar um pouco do mundo e principalmente apresentar o Tatsumi. Já o segundo nos apresentou a Night Raid direito e também como é onde eles moram, o básico do Império e um pouco da vida de assassinos, embora isso também aconteceu nos capítulos seguintes. O terceiro e quarto nos fez conhecer duas das personagens mais importantes da história, Akame e Mine. Com boas introduções, sem ter diálogos expositivos cansativos, ação frenética e um ritmo ótimo para capítulos com muitas páginas, Akame ga Kill! começa muito bem a sua história.

Comentários Finais:

– Me perdoem por ter postado só agora. Adiei muito tempo, mas não consegui comprar o volume antes. E só consegui ler ontem e mesmo assim, ontem eu tive que viajar rápido e não deu para deixar aqui essa review.

– Se tudo der certo, amanhã teremos a review do volume 2.

– Boku no Hero Academia ainda hoje.

– E a dica mais importante de Akame ga Kill!, NÃO SE APEGUE A PERSONAGEM. É sério.
Medie
– E sim, eu vi o anime decepcionante. Ele começa fiel, tem músicas legais, mas o final filler, é de estragar a série.

Então é isso. Comentem o que acharam do volume e da review, se gostaram ou não, podem comentar. Mandem críticas e sugestões, caso tenham. E até a próxima pessoal.

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Um comentário sobre “Versão Brasileira: Akame ga Kill! 1 – Panini

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