Bleach 686: Death and Strawberry – Final

E não é que Bleach acabou mesmo? Esses são meus comentários sobre o que rolou.



Eu não pretendia escrever sobre esse último capítulo aqui, já que eu falei basicamente tudo que eu pensava sobre esse final de Bleach no OPM Opina #7: O que deu tao errado em Bleach?, mas acho que esse final merece umas palavrinhas, já que(teoricamente) eu acompanho Bleach capítulo por capítulo aqui no blog.

Assim como em Naruto, em Bleach tivemos final “novela da globo”. Aquele timeskip básico, aqueles personagens refletindo sobre o passado, aquele suspensezinho sem sentido pro final não ser monótono e, claro, todos os personagens casando e tendo filhos. Aliás, o último capítulo foi na totalidade pra isso.

Com o apelo simbólico do título “Death and Strawberry”, o mesmo do primeiro capítulo da obra, basicamente vimos que os casais da série foram Ichigo-Orihime e Renji-Rukia, o que, na minha opinião, é meio incoerente. Não vou entrar em mérito de ship e outras coisas mais pertinentes ao fandom, mas é fato que Rukia sempre foi a personagem mais envolvida com Ichigo. Foi por conta dela que ele mudou seu curso de vida, foi por conta dela que ele repensou muitas vezes seu modo de agir e, veja só, foi para salvar ela que o protagonista enfrentou toda a Soul Society na primeira grande saga da série. Eu entendo que muita gente vê apenas uma grande amizade nisso tudo, mas entre esse relacionamento e um amor quase platônico(por parte da Orihime), com poucas conversas(e muito “Kurosaki-kun”) e um sentimento esquisito, quase como se Ichigo se sentisse obrigado a proteger Inoue, sinto que o primeiro me parece mais válido.

Os esquecidos amigos do protagonista também deram as caras depois de um longo tempo, junto a Yuzu e Karin, outras personagens que infelizmente não tiveram seus plot points trabalhados. Todos concentrados, exceto Ishida, agora médico(uma mudança até repentina no personagem, que merecia uma conclusão própria), para assistir a luta de Chad, que se tornou um boxeador profissional(quem lembra desse encerramento aqui?), que embora tenha um final justo, merecia muito mais atenção como personagem ao longo do mangá, como tantos outros. Isshin e Ryuken não deram sinal de vida.

O gotei 13 até que teve uma conclusão satisfatória, embora tenha faltado muita coisa ali, muita coisa mesmo. Vide Aizen, que mudou rapidamente de revolucionário contra a ordem imposta pelo Soul King(o que até hoje não entendemos) para um conformado discurso de exaltação aos humanos(???).O próprio Kubo chega a fazer piada com a bankai de Hisagi, que ele mesmo prometeu e acabou nunca mostrando por conta de tanta enrolação com a obra. Alguns novos capitães foram revelados, com destaque pra Rukia, o que já era bem nítido que aconteceria desde certo ponto da série. Eu gostei bastante da conexão feita entre a Soul Society e o mundo humano, com o filho de Ichigo extinguindo de vez os resquícios de Yhwach.

Os filhos de Ichigo e Rukia, aliás foram o ponto bacana do capítulo. Bem desenhados(a arte de Kubo com personagens não decepciona), com uma aparição rápida e divertida, foram uma boa cena de encerramento para o mangá. Encerramento de uma obra que deixa aquele gostinho amargo na boca, menos pro lado do “foi essencialmente ruim”, mais para o lado do “poderia ter sido muito melhor”. Foram quinze bons anos e apesar de só conhecer a série de fato há cinco, não me arrependo de ter acompanhado até aqui. Bom descanso, Bleach!

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