Versão Brasileira: One-Punch Man 2 – Panini

E aí pessoal, tudo bem com vocês? Bora comentar do volume mais recente de One-Punch Man que saiu pela Panini?

One-Punch-Man: Volume 2

A história nesse volume abrange dois arcos, a continuação da Casa da Evolução e todo o da Gangue Utopia. No início do volume nós temos a história do Dr. Genus, que é interrompida da maneira mais engraçada possível. E depois já vem outra piada, assim como todo esse intervalo do início do volume até chegar a parte que o Saitama luta contra o Ashura Kabuto. Piadas muito engraçadas, diga-se de passagem, a piada de querer o corpo com a reação do Saitama e o Genos explicando que não é como ele estava pensando, eu tô rindo disso até agora.

Sobre a luta e a conclusão desse arco. Primeiro nós vemos o Genos apanhando mais que a moça do 50 Tons de Cinza, mas fiquem frios, isso faz parte, porque diferente do Saitama, o Genos é um herói em evolução. Ele é o sidekick que precisa aprender mais, ser mais forte, rápido e eficiente. Já Saitama não, ele é mais forte do que tudo e não precisa. E foi aqui que descobrimos o verdadeiro “segredo” da força do Saitama. É uma completa piada, mas aqui é um daqueles momentos que eu vejo que a história tem a piada como intenção principal, mas tem um tipo de mensagem ali. Posso estar forçando demais, mas aqui eu senti isso. Que mensagem? A do caso do Saitama sinto a mensagem do esforço, mas teve também uma mensagem bem clara para o Dr. Genus, e aqui não foi piada. Quando Saitama diz que humanos são fortes porque podem mudar a si mesmos não é uma piada, é uma mensagem de um herói para um vilão. Sim, a intenção do Genus de querer evoluir a humanidade de maneira forçada, a intenção primeiramente não parece ruim, mas acontece que não se sabe quais são as mudanças da natureza. E se ele muda geneticamente os humanos e acabam adquirindo algum tipo de fraqueza por conta de um novo ambiente? Por isso que tem que deixar a natureza fazer o seu trabalho. Eu não vou me alongar muito porque eu não sou estudioso no assunto, mas se quiserem, vão no Canal do Pirula procurar vídeos de evolução porque ele é entendido do assunto.

Quanto ao arco mais longo que temos nesse volume, o da Gangue Utopia, ele é muito interessante. Ele não é só um arco com piadas da força do Saitama ou as caras que ele faz, mesmo que isso seja ótimo. Ele é um arco que apresenta personagens, faz uma expansão do universo do One-Punch Man e tem aquela mensagem que eu falei que vem junto com a piada. Aqui temos um grupo de carecas que não querem trabalhar, as “motivações” lembram muito certos militantes que vemos por aí, o que me fez rir mais ainda desse arco. Aspas porque no fundo eram só um bando de vagabundos que não queriam trabalhar. Mas eu achei interessante que isso fez o Saitama refletir sobre ele mesmo, e como seria ele se fosse de outro jeito? Ele pensou em si mesmo no Hammerhead, e eu vejo um outro personagem como uma versão diferente do Saitama.
Embora verdade seja dita que aqui não é uma mensagem dita pelo herói, é feita pelo ponto de vista do vilão.

 

Eu me refiro ao Mumenrider, que é o Condutor sem Licença, mas eles usaram o nome original. Confesso que inicialmente eu estranhei essa escolha da Panini, achei que fossem usar o nome traduzido como os scanlators fazem, até onde eu me lembro. Outro motivo que eu estranhei está justificado nesse ótimo vídeo do Video Quest.

Mas sobre o Mumenrider, mais pra frente eu explico porque eu vejo nele o Saitama sem as capacidades físicas absurdas. E já nesse arco somos apresentados a ele, que teve uma participação pontual, porém que vai servir para mais pontos da história. É um personagem que eu gosto bastante e quando chegar a hora, eu explicarei o porquê.

Outro personagem apresentado aqui é o Sonic, melhor, Sonic da Velocidade Sônica, que o próprio mangá já zoa como o nome mais redundante que existe através da observação do Genos. Sobre o personagem, a apresentação dele foi ótima. Mostrou pro que veio, teve uma ótima luta contra a Gangue Utopia e a luta que ele teve com o Saitama foi ótima, ainda mais com o modo como terminou. Mais uma piada excelente envolvendo a capacidade do Saitama.

Todas as lutas que tivemos nesse volume foram bem legais, tanto as curtas quanto as longas, claro que as melhores foram as do Saitama. Todas recheadas de boas cenas de ação e piadas impagáveis.

Agora é esperar pelo próximo volume para vermos sobre a Associação de Heróis, que foi outra novidade que teve nesse último arco. Por conta da zona da Gangue Utopia, Saitama descobriu do pior jeito que ele deveria se registrar como um herói profissional. Agora vai começar a ascensão do Saitama como um herói de verdade. E já adianto que é bem legal.

Comentários Finais:

– De novo temos uma leitura muito gostosa. Algo rápido, objetivo e com um traço de extrema eficiência novamente, alternando o tipo para o momento apropriado, como nos casos do Saitama.

– Outro ponto muito legal da história é ver como Saitama e Genos são diferentes em tudo, e a cada cena que os dois aparecem, nós vemos essas diferenças.

– Escrevi bastante, demorou pra escrever, boa parte da minha tarde, mas deu pra escrever tudo que pensava sobre esse excelente mangá.

– A edição da Panini tá um show, de novo a contracapa tridimensional como um show à parte.

Então é isso. Comentem o que acharam do volume e da review, se gostaram ou não, podem comentar. Mandem críticas e sugestões, caso tenham. E até a próxima pessoal.

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