Versão Brasileira: Vagabond 4 – Panini

E aí pessoal, tudo bem com vocês? Bora comentar sobre o mais recente volume de Vagabond?


Vagabond: Volume 4

O volume começa com Musashi delirando enquanto estava inconsciente, depois da confusão que aconteceu no dojo Yoshioka. E o delírio dele não foi algo só jogado e deixado para ser desenvolvido muito tempo depois. Nesse volume mesmo é trabalhado o que Musashi sente pela Otsu. Ele se vê em um conflito que ele mesmo criou, porque ele acha que só vai ser forte de verdade e melhor espadachim que todo mundo se apenas se ele treinar e lutar. Só que como Takuan disse, a coisa não é bem assim, ele não é um monge, ele é um humano. E Vagabond de novo mostra bem essa mensagem, os personagens são humanos, seres falhos, que têm suas vontades e que não vivem só para lutar e matar. Um exemplo é o Seijuro Yoshioka, ele é o completo oposto do Musashi e até o momento mais forte do que ele. E ele não é um cara que vive só treinando, ele passa o tempo inteiro na zona. E esse desenvolvimento do Musashi como pessoa é um dos momentos mais bonitos da história.

Esse volume também significou que assim como o título de dois capítulos dele, foi a partida de muitos personagens. Quase todo mundo dali saiu de onde estava para atingir seus objetivos. Uns querem ficar mais fortes e lutar, outros recomeçar suas vidas, e quase todos esses personagens querem reencontrar algum deles. Essas relações entre os personagens também são virtudes que o mangá tem. Inclusive serve para não só fazer os personagens crescerem como mostrar, como eu disse antes, que eles são humanos comuns. Mesmo com habilidades absurdas e capacidade de matar assustadoras. E o que vai mover a história daqui pra frente são essas jornadas e em seguida os reencontros entre os personagens. O que vai acontecer entre eles? Isso eu gostaria muito de saber, mas parece que vai ser bom.

O encontro do Musashi com o monge velhinho é sensacional. Porque assim como foi no primeiro encontro com Takuan, Musashi recebe um tapa moral de que ele não é forte de verdade. É o clichê de que a força de verdade não vem da violência, mas Vagabond executa com maestria. E estamos falando de um mangá seinen, não de um battle shonen comum. Aqui Takehiko Inoue passa a mensagem com eficiência e em uma época em que pessoas como Musashi só sabiam lutar. Acredito que isso seja também um reflexo da mudança de era, é o início da unificação do Japão, o país não é mais o mesmo, embora essas mensagens vieram de monges esclarecidos, pessoas que têm uma cabeça à frente de seu tempo, experiência, bondade, generosidade que naquela época era bem mais difícil de ter.

E por último a ação, o prato principal aqui foi a demonstração do Gion Toji, porque não dá pra chamar aquilo de luta de tão rápido que foi. Confesso que como a aparência dos monges são todas iguais, fiquei com medo de que tivesse sido o Agon. Achei até que o Agon iria servir para lutar contra ele, mas não. Ele deu nesse volume a utilidade do Agon de acostumar o Musashi a lutar contra uma arma de alcance maior e também treinando outro garoto que acredito que vai ser bem promissor. Falando em promissor, a luta entre Musashi e Toji promete muito. Mal posso esperar por ela no próximo volume.

Comentários Finais:

– De novo um volume excelente e que deu para ler bem rápido. O traço é de novo um show à parte. Lindíssimo.

– Assim como em Slam Dunk, do pouco que vi, aqui o Inoue mostra que sabe usar o humor, mas em Vagabond é mais contido, porém de maneira inteligente.

– Infelizmente não deu para ir na Fest Comix esse ano, e infelizmente também não teve um mangaká como atração. Mas o que acharam dos anúncios de hoje? Quero comprar um, e outro depende do final que eu vou comprar.

Então é isso. Comentem o que acharam do volume e da review, se gostaram ou não, podem comentar. Mandem críticas e sugestões, caso tenham. E até a próxima pessoal.

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