Versão Brasileira: Tokyo Ghoul 4 – Panini

E aí pessoal, tudo bem com vocês? Depois de muito tempo finalmente aqui de volta com Tokyo Ghoul, então vamos logo comentar sobre ele?


Tokyo Ghoul: Volume 4

De cara o mangá mostra que não tá brincando em serviço, porque ele já nos mostra o Hide mais esperto do que nunca, aqui o raciocínio dele é perfeito e nós entendemos ele, o que é muito bom. Se bem que eu ando vendo algumas obras, é meio clichê de certos tipos de mangás e animes ter o protagonista aquele garoto tímido, retraído e praticamente um banana ter do lado dele um amigo meio marrentinho que parece ser um bobalhão mas na verdade ele é mais esperto que quase todo mundo e muitas vezes um bom personagem não aproveitado.

O capítulo da Yoriko me irritou bastante, eu já não gosto de tsundere, combinada com um protagonista banana pra formar casal me irrita mais ainda, mas essa amiga da Touka me irritou demais. Ela me irritou ao ponto de ter simpatia pela Touka. Embora também o autor retratou bem a personagem de um outro lado que nós ainda não tínhamos visto. Uma ghoul que se relaciona com uma humana como amiga e leva a sério essa amizade, ao ponto de se prejudicar bem forte pela amiga. Aqui foi o melhor momento da Touka até agora, foi o momento mais humano dela. Não só por isso mas pelo que motivou a insistência da amiga, que fez isso também por ter visto o estado em que ela se encontrava devido aos acontecimentos anteriores.

Não só no caso da Touka, mas como do Kaneki e os outros, aqui nós vemos que tá acontecendo tudo isso agora por conta do que ocorreu no passado, desde a emboscada do Kaneki na verdade. Aquilo mudou muito a situação dos ghouls do Distrito 20, e é citado algumas vezes no volume.

O senhor Sui Ishida também sabe trollar o público, o modo como ele começa o capítulo 32 e termina o capítulo 33, ele pode vir pro Brasil e fazer as “RÁ, PEGADINHA DO MALLANDRO!!!”. Claro que esses 2 capítulos não foram feitos focados nisso, mas que aplicou uma boa pegadinha, isso ele fez sim.

E o personagem mais interessante que conhecemos nesse volume, aquele que é a capa, Shu Tsukiyama. Ele é daqueles personagens que não entra mudo e sai calado, o contrário, assim como no visual, ele chama a atenção assim que aparece. Ele é uma diva, tanto no visual quanto na personalidade, e isso é dá certo. É aquele personagem que você vai amar ou odiar, e faz com que o personagem funcione muito bem, pois ele é um cara cheio de atitudes que faz com que o público tenha suas reações ao extremo com ele. Ele é um dos personagens mais ambíguos do mangá até onde eu me lembre, porque ele faz coisas interessantes e monstruosas ao mesmo tempo, mas tudo isso por ser alguém muito humano. Tanto que em um flashback ele é debochado pela Rize pela sua obsessão gastronômica, isso é uma das coisas mais humanas, o prazer faz parte da refeição. Nós comemos muito influenciados pelo prazer e não só pela nutrição, senão todos nós estaríamos comendo só comida orgânica e saudável. Só estaríamos nos alimentando de água, legumes frescos, carnes magras e tudo que nutricionistas recomendam que a gente coma.

E não só o Tsukiyama tem presença, como ele faz a história andar aqui. Ele é quem faz nós termos as partes mais interessantes do volume. O plano todo dele com o Kaneki foi de uma psicose tamanha. Foi um autêntico predador, se assemelhando aos serial killers que se aproximam das vítimas como o amigo, cheio de boas intenções, mas aí quando ela percebe, já é tarde demais. Mas convenhamos também que o Kaneki foi Kaneki de novo. Garoto inteligente, culto, sabia que ele não era flor que se cheire e não pensa na possibilidade do Tsukiyama armar pra cima dele? Mas Kaneki compensa com a parte da ação e demonstrando a sua capacidade de absorver conhecimento com leitura, até que enfim isso foi utilizado que não seja só pra estilizar o personagem.

E pra terminar, falta comentar sobre o motivo principal pelo qual Tokyo Ghoul chama a atenção, as cenas pesadas. Aqui foram poucas, até porque quase não teve abertura pra isso, mas compensaram. Quem tá lendo Tokyo Ghoul, tá querendo ver isso. As cenas referentes aos olhos dá uma certa angústia, e a parte final do volume, no restaurante, é a parte mais empolgante do volume. Aqui tivemos boas doses de violência dignas de um mangá de luta quanto de terror. Acredito que os fãs devam ficar satisfeitos com o que foi apresentado.

Comentários Finais:

– Nossa, escrevi demais. Achei até que iria escrever pouco, pois tava meio sem ideia quando comecei.

– A leitura e o traço se mantiveram no mesmo ritmo. Deu pra ler rápido esse volume.

– Quanto à parte da Panini, até onde eu me lembro o nível tá o mesmo do anterior. E não adianta ficar com esperança de ficar igual ao primeiro volume porque isso nunca mais vai acontecer.

– Desculpa gente, era pra ter postado isso ontem, mas só  consegui terminar agora.

Então é isso. Comentem o que acharam do volume e da review, se gostaram ou não, podem comentar. Mandem críticas e sugestões, caso tenham. E até a próxima pessoal.

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