Review Hunter x Hunter 350: The Princes – A última caçada de Kurapika?

E aí beleza?

Eu tô é loko. Vem com a gente que Hunter x Hunter voltou!



Review Hunter x Hunter 350: The Princes

1 ano e 8 meses sem um capítulo sequer. Quem acompanha Hunter x Hunter há algum tempo já deveria estar acostumado com os hiatos, mas esse último foi de tirar as esperanças de qualquer um. Felizmente, temos o mangá de volta(só não sabemos até quando) e o arco do Continente Negro, que parece não estar nem perto da metade, ganha um necessário progresso. Oremos pra que Togashi consiga lançar pelo menos uns 20 capítulos esse ano e tenhamos um material considerável do mangá pra ler e discutir.

O capítulo 350 seguiu a tendência dos 9 capítulos anteriores: construção de contexto com excesso de diálogos expositivos. Confesso que esse estilo de narrativa não me agrada. Não me parece ideal essa dependência em balões e textos em uma arte que valoriza da mesma forma as ilustrações. Além de estéticamente e tecnicamente desagradável, torna a leitura pesada, especialmente com a quantidade e complexidade dos assuntos com que os personagens estão lidando e a história vai apresentando no decorrer do arco. Um trabalho um pouco mais cuidadoso com linguagem visual evitaria que a todo o momento o autor precisasse descarregar informações em cima de leitor de forma tão direta, enchendo páginas de texto, como essa abaixo:

Embora nesse capítulo em específico o volume de texto tenha reduzido levemente, permaneceram os diálogos expositivos, um deles sem justificativa alguma: na conversa entre Kurapika e uma das esposas do rei de Kakin, a personagem resolveu, sem motivo aparente, contar tudo que sabe para o hunter sob a condição de que ele ficasse em silêncio ao receber o pagamento pelo trabalho. Uma resolução fácil demais para o conflito do personagem em abrir uma brecha na família real para entrar em contato com o príncipe Tserriednich, possuidor dos últimos olhos escarlates. Especialmente depois do enorme monólogo do personagem para escolher qual oferta dos príncipes seria a melhor para atingir seus objetivos. Tantas voltas dadas, tanta informação para digerir que, no final, foi praticamente inútil, servindo como justificativa apenas para que o hunter desse de cara com o príncipe mais conveniente para o autor.

Por outro lado, esse capítulo trouxe alguns bons elementos. A volta de alguns personagens, como Hanzo, Senritsu, Basho e, olha só Biske e Izunabi, ex-mestre de nen de Kurapika, todos trabalhando para o próprio. Essa situação e a divertida cena de Kurapika lidando com Biske lembrando dos conselhos de Killua sobre o temperamento da hunter de tesouros mostram como os personagens e suas relações construídas estão vivos na mente do autor. Dificilmente Togashi trabalha um personagem com pretensões superficiais para o mesmo. Bom ver como com tantos hiatos, ele consegue manter a coerência da história e dos personagens.

Outros detalhes interessantes estão justamente na conversa entre Kurapika e a esposa do rei, que eu critiquei no 3º parágrafo. Toda a discussão sobre o papel e o modo de viver de um príncipe e a história da menina pobre que é iludida pela realeza(caso da mãe do príncipe) são mais demonstrações de como o autor gosta de abordar temáticas sociais, muitas vezes com críticas ácidas e sutis, o que não vemos em qualquer mangá shounen por aí. O segundo ponto a se ressaltar é o envolvimento emocional de Kurapika com o caso do príncipe bebê e sua mãe. O personagem, à medida que vai ficando próximo da última parte de seu objetivo, vem passando por um desenvolvimento mais profundo nos últimos capítulos, assumindo responsabilidades, refletindo sobre a pessoa que se tornou e pensando além dos seus da vingança e da recuperação dos olhos de seu povo. Por algum motivo, me parece que o desfecho da história do personagem está próximo, especialmente se esse for o último arco da obra.

A luta de sobrevivência entre os príncipes no “navio” e a exploração do Continente Negro… será que uma dessas será a última caçada de Kurapika? Eu, como fã do personagem, gostaria de dizer que não, mas a condução da história nos leva a crer o contrário. Espero, ao menos, que o personagem permaneça vivo ao fim de tudo.

É isso. Não escrevia reviews aqui há um tempo, mas Hunter x Hunter é Hunter x Hunter, né?

Abraço!

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