Indicamos – Especial de Aniversário: Digimon Tamers

E aí pessoal, tudo bem com vocês? Deixando aqui a minha indicação especial para um dos animes da minha adolescência e a minha temporada favorita de Digimon, que é nada menos que Digimon Tamers.

No dia 27 de fevereiro, o blog completou 2 anos desde a sua primeira postagem. Não esperávamos que essa nossa empreitada fosse tão duradoura e ficamos muito felizes com nosso progresso até aqui. Para comemorar, resolvemos começar, a partir desse domingo, uma semana com muitos posts especiais e algumas surpresas pra vocês que nos acompanham. Nosso selo da semana de aniversário(esse aí de cima, com a senhorita Umaru) será o que diferenciará os posts especiais dessa semana dos posts comuns. Fiquem atentos!

Já que chegou o fim da semana, que tal aproveitar pra renovar essa lista de espera com novos títulos? Ao longo de sexta e sábado, os autores do blog irão indicar vários títulos para diversos gostos. Fique de olho no blog, pois não irá se arrepender de dar uma chance para cada um dos títulos.


Digimon Tamers

Digimon Tamers é a terceira temporada da série de animação japonesa Digimon. Produzida pela Toei Animation, foi exibido na Fuji TV de 1 de abril de 2001 a 31 de março de 2002 num total de 51 episódios. No Brasil ela passou primeiro no extinto canal FOX Kids(logo depois no Jetix que era o mesmo canal só que comprado pela Disney) e na Rede Globo.
A história não tem relação com as temporadas anteriores, Digimon Adventure e Digimon Adventure 02, porque a maior parte da trama se passa no mundo humano e e é baseada em um jogo de cartas colecionáveis.

A história se passa no oeste de Shinjuku, em Tóquio, onde digimons são popularmente conhecidos através de jogos de cartas, videogames e série de TV. Assim como nas temporadas anteriores como Digimon Adventure e Digimon Adventure 02 cuja história também se desenrola em lugares de Tóquio como, Odaiba, Tamachi e Hikarigaoka. Os digimons não eram conhecidos na realidade e eram vistos como criaturas estranhas e levadas como “coisa de criança”.

Os digimons, monstros digitais, são programas primitivos de computadores, antigos modelos de inteligência artificial que foram esquecidos dentro da rede na década de 80 e foram evoluindo com os dados soltos dentro da internet. Eles, por instinto selvagem, lutam uns contra os outros para absorverem os dados do oponente para digievoluir sua forma.

As antigas formas de inteligência artificial são o resultado de um projeto iniciado nos anos 80 por um grupo de estudantes e logo depois fechado por falta de condições financeiras. Desde então, esses dados esquecidos têm crescido dentro da rede junto das informações jogadas na internet que ganhou força nos anos 90 formando os digimons.

No fim dos anos 90, esses digimons dentro da rede começaram a ultrapassar a barreira dos dois mundos aparecendo no mundo humano através da materialização orgânica de seus dados e assim começando os primeiros ataques de digimons na Terra. Para cuidar desses casos, foi criada uma organização governamental chamada Hypnos, responsável por monitorar a movimentação dos digimons (chamados por eles de selvagens) dentro da rede para nosso mundo.

O personagem principal é Takato Matsuda, um garoto de 10 anos que tem uma vida normal e é fanático por um jogo de cartas de Digimon. Tudo começa quando ele encontra em meio à suas cartas de Digimon um misterioso cartão azul que se transforma no seu digivice D-Ark, um aparelho arredondado com um leitor de cartas ao lado. Quando Takato passa no leitor desse digivice o desenho do Digimon que ele criou, nasce Guilmon, um Digimon feito das informações do desenho de Takato. Até então, Takato nunca imaginou que digimons poderiam existir, é como se ele estivesse vivendo uma fantasia. Ele nem imaginava que existiam outros digimons vivendo nesse mundo até que conhece Jianliang Lee e Ruki Makino.

Ruki é uma menina fria e orgulhosa que possui uma Digimon chamada Renamon. Ela acredita que digimons são ferramentas de batalhas e que as lutas são sua essência. Jianliang Lee é um garoto de 10 anos bastante maduro e inteligente, seu Digimon parceiro é o Terriermon. Ele acredita que digimons não têm a necessidade de lutar como criaturas selvagens no mundo real da mesma forma que acontece no mundo digital. Ele acredita que digimons podem ser amigos dos humanos, ou seja, exatamente o oposto de Ruki.

No início há muitos desentendimentos entre eles, mas digimons começam a aparecer no mundo real para atacar os humanos, então para evitar os ataques desses digimons selvagens, eles deverão passar por cima de suas diferenças e lutar ao lado de seus digimons para protegerem sua cidade. O primeiro Digimon sem domador que conhecem é Culumon, que misteriosamente tem o poder de evoluir os digimons que estejam próximos. Eles depois conhecem Impmon, um Digimon que não gosta de digitreinadores e gosta de mexer com eles, mas escondia um motivo pessoal que o fazia agir dessa maneira. Logo, eles descobrem que tudo isso é mais complicado do que parece e que isso é perigoso, que envolve até mesmo organizações poderosas do governo como a Hypnos.

Vale a pena ver Digimon Tamers?

Vocês já entenderam até aqui que a minha resposta é sim né? Mas eu vou explicar porque vale a pena.

Embora é um anime nostálgico, precisa-se tirar a lente da nostalgia de achar que Digimon bom é só a primeira temporada por causa do Tai(Taichi Yagami, chamado na dublagem original). Digimon Adventure era bom, para com esse negócio de Tai que o melhor personagem era o Izzy(Koushiro Izumi no original) porque ele era o único ali que não era só um batedor de palma e ficar motivando o digimon. Sem falar que a segunda temporada foi uma das coisas mais cagadas que teve, tanto que no Tri eles estão fazendo questão de ignorar e pisar em cima de tudo relacionado a 02.

Conheço muitos que criticam Digimon Tamers por conta das cartas como se fosse um Yu-Gi-Oh!, e quem tá falando isso não se lembra do anime. De fato existiam as cartas, mas elas eram mais plano de fundo do que um fator decisivo. Eles usaram nas evoluções, mas quem evoluía mesmo os digimons era o Culumon, sem falar que mais pra frente elas deixam de serem usadas.

Mas quais são os pontos positivos de Digimon Tamers? Vocês vão me perguntar. Primeiro que era uma história que tinha um bom nível de complexidade para uma história infantil(ou infanto-juvenil, sei lá, mas não se enganem, não foi feito pra adulto) que nenhuma das outras temporadas teve e até mesmo outras produções do estilo também não teve. E diferente de 02 que ignorou coisas que tinham na história(NÉ MUNDO DAS TREVAS?), Digimon Tamers usou tudo o que tinha na história, não deixando ponta solta.

Outro fator foram os personagens bem interessantes e bem construídos. Os domadores não seguiram a fórmula de personagens anteriores(e também posteriores) do tipo protagonista que quer brigar com todo o mundo, o outro rapaz que era o segundo mais importante um rapaz rivalzinho dele e todos esses clichês que vimos mais pra frente. Os digimons são visualmente ótimos e a biomerge foi uma ótima inovação. E algumas das melhores lutas foram nessa temporada, em especial a luta contra Beelzebumon. Impmon que foi o meu anti-herói favorito da franquia, teve um ótimo background e desenvolvimento.

E um último conselho, assistam em japonês. Guilmon é Masako Nozawa que é ninguém menos que o Goku. Na dublagem brasileira o Guilmon teve uma dublagem pavorosa no Brasil, assim como outros personagens. Só um ou outro que se salva na dublagem brasileira, sem falar de erros de termos que mostram que quem traduziu fez no automático e não assistiu as temporadas anteriores.

Nossa, depois de um texto gigantesco, eu espero que curtam a minha recomendação nostálgica porém nada datada. Vão por mim, vale a pena ver essa temporada de Digimon, só não vejam 02 e nem Hunters(essa foi a pior que eu vi, nem os crossovers salvaram).

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4 comentários sobre “Indicamos – Especial de Aniversário: Digimon Tamers

  1. mexicano21 disse:

    Melhor Digimon! Gosto de todas as temporadas (mentira, não gosto do Savers), e não é por nostalgia porque não assisti quando passaram na TV, assisti poucos anos atrás.

    A saga de queda e redenção do Impmon/Beelzebumon é fantástica. Acho que 50% de eu gostar do Digimon Fusion (Xros Wars) é porque tem o Beelzebumon (e ele ganha até uma “namorada”, hahaha).

    Não acho Adventure 02 tão ruim assim não, viu? Mas sim, o problema foi terem deixado pontas soltas demais. Acredito realmente que tenham sido impedidos quando a série começou a ficar pesada demais para crianças. Daí em seguida veio o Tamers e … essa série é pesada pra caramba =P

  2. Rorikon Kuro disse:

    Quando passando do sétimo para o oitavo parágrafo, você deixou de usar os nomes da tradução e passou a usar os nomes da versão japonesa. Eu imagino se isso confundiu alguém.
    Uma das formas de achar mais animes que você gosta é selecionar uma obra que já gosta e dar uma olhada nas outras obras pelas pessoas que a fizeram. A razão pela qual Digimon Tamers tem temas interessantes é porque o escritor Konaka Chiaki teve alguma liberdade com essa propriedade. Ele também escreveu/ concebeu Shinreigari Ghost Hound, Serial Experiments Lain, Texhnolyze, The Big O, e Armitage III. Eu não vi os outros trabalhos dele ainda, mas certamente vou tentar alguns.

    • Sano disse:

      Desculpa mesmo, corrigi o que eu vi. Se ainda tiver algum nome com a tradução americana(que quase nunca usaram nas dublagens brasileiras) pode me avisar.

      Sim, eu soube do roteirista, The Big O é um anime que eu planejo assistir ainda esse ano.

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