OPM Opina #5.2: “Por que essas obras são as minhas favoritas”, por Diddy

Olá, galerinha! Que tal mais uma postagem de aniversário da OPM? Cheguem chegando e leiam um pouco sobre o porquê de eu gostar dessas obras lindas.


No dia 27 de fevereiro, o blog completou 2 anos desde a sua primeira postagem. Não esperávamos que essa nossa empreitada fosse tão duradoura e ficamos muito felizes com nosso progresso até aqui. Para comemorar, resolvemos começar, a partir desse domingo, uma semana com muitos posts especiais e algumas surpresas pra vocês que nos acompanham. Nosso selo da semana de aniversário(esse aí de cima, com a senhorita Umaru) será o que diferenciará os posts especiais dessa semana dos posts comuns. Fiquem atentos!

No nosso terceiro post dessa semana especial, eu, Diddy, um dos autores do blog, falarei sobre os animes e mangás que estão listados como meus favoritos na seção Sobre o Blog. Assim como o VG, eu também gosto de muito de outros (8000) títulos. Mas não tem como fazer um top maior. Pra que não fique do tamanho da bíblia, diminuirei pra 6.

Listinha ordenada por nível de amorzinho.


6. Vinland Saga

Foi o meu primeiro contato com a natureza hostil do campo de batalha nos mangás, mas o que me conquistou de vez na obra de Makoto Yukimura foi o cotidiano Viking e a forma de pensar dos personagens, principalmente o desenvolvimento de Thorfinn, Askeladd e Knut.

Além de gostar muito do enredo, essa obra também está aqui por conta da irônica história que eu tenho com ela. Quando Vinland Saga foi anunciado pela Panini há dois anos atrás, eu tinha ficado muito irritado por estar esperando anunciarem Magi: The Labyrinth of Magic. Quando o mangá chegou as bancas, eu olhava com uma certa implicância, mas depois de um tempo parei pra pensar de que nunca tinha dado uma chance pra obra me conquistar. E acho que é isso que falta no fã de animes e mangás hoje em dia: dar a chance de abraçar novas coisas, independente da opinião dos outros ou se o estilo não é o qual você está acostumado (meu caso, na época). Sou muito grato a Vinland Saga, que me ensinou a conhecer novas coisas (não só mangás e animes, como outras coisas na vida).

5. Monster

Monster é de longe a coisa mais macabra que eu já li, mesmo não sendo um mangá de terror. É difícil não se envolver com uma história inundada em tensão e personagens bem construídos. Naoki Urasawa te mostra tanto o lado bondoso quanto o nível extremo de maldade que o ser humano pode chegar. As questões morais que cercam os personagens no decorrer da história e principalmente a psicologia do psicopata são muito bem trabalhadas, o que deixa a história assustadoramente verosimilhante. A competência de Urasawa em todo o mangá é o principal fator pra ser um dos meus favoritos.

4. World Trigger

Não é novidade pra ninguém que World Trigger entraria no meu TOP, né? O mangá de Ashihara Daisuke é, sem dúvida, o Battle Shounen mais subestimado da atualidade. A maioria dos mangakás de battle shounen têm a mania determinar suas lutas com o poder da amizade e determinação. Mesmo que esses sentimentos sejam o lema da Shounen Jump (além de serem muito importantes para seguir em frente na vida), essa fórmula está repetitiva. E por isso que eu digo que World Trigger é o futuro do Battle Shounen!

Não estou dizendo que World Trigger não valorize a amizade e determinação, mas na série, estes sentimentos são usados para alimentar a vontade de treinar, crescer e pensar de forma com que os protagonistas consigam alcançar seus objetivos. Osamu é a prova de que não adianta apenas querer e suas metas serão concluídas num passe de mágica. Mikumo é a representação do leitor dentro da obra, em um mundo extremamente difícil de se ter seu lugar. World Trigger é estratégico e racional, o que é raro de se ver no Shounen atual.

3. Hunter x Hunter

Após falar de Battle Shounen estratégico e racional, não poderia faltar o melhor de todos nesse quesito. Se o Togashi mantivesse a regularidade de Hunter x Hunter, muito provavelmente teríamos mais mangakás se inspirando nesse estilo. Togashi simplesmente joga sua genialidade em absolutamente todos os pontos do mangá, desde os poderes malucos até o desenvolvimento de um personagem que passa por uma crise existencial. Hunter x Hunter é um mangá que sabe usar perfeitamente seus conceitos e mergulha minuciosamente na mente dos personagens, deixando-os mais complexos, distintos uns dos outros e, consequentemente, mais interessantes.

2. Planetes

Makoto Yukimura sabe mesmo como me conquistar… Apesar de ter ciência que este mangá era do mesmo autor de Vinland Saga, eu nunca fui muito atraído por histórias com temas espaciais (salvo algumas exceções). Resolvi arriscar em Planetes, já que é bem curto, e posso dizer com toda a certeza de que foi uma das melhores apostas em obras que já fiz na vida. O desenvolvimento do protagonista fez com que eu me aproximasse do personagem, me identificando com ele. Esse mangá me fez refletir inúmeras vezes sobre meus sonhos e decisões que tomo na vida, e guardarei a importância dos ensinamentos deste mesmo para o resto dela. Recomendo demais a leitura.

1. One Piece

Por mais que eu queria mais mangás estratégicos e racionais, não quer dizer que eu não goste de mangás que valorizam bastante a amizade e determinação. O carisma de One Piece faz com que eu esteja mais envolvido emocionalmente do que tudo que já li ou assisti. Talvez nenhuma obra chegue perto do quanto eu me diverti, fiquei preocupado, ou me emocionei acompanhando isso.

A forma como tudo é bem encaixado e valorizado é sensacional, ninguém é extremamente inútil e se existe uma ponta solta, com certeza ela será amarrada no futuro. Outra coisa que me fascina é a criatividade do Oda em relação ao uso de suas referências e poderes, que são expandidos pra todos os lados possíveis.

Apesar de One Piece ser bem fantasioso com algumas coisas, outras dão uma espontaneidade surpreendente pra história: A relação que os protagonistas tem um com o outro deixa a história bastante acolhedora; a expansão de mundo que One Piece têm é impecável, valorizando todos os locais e suas histórias (como todo país da vida real tem a sua), deixando a trajetória de Luffy mais significativa; e por mais que pareça bastante bobo superficialmente, o background dos personagens são recheados de criticas sociais, em relação a guerras civis, intrigas políticas, corrupção, escravidão, racismo, entre outras coisas.


É isso, espero que tenham curtido. Amanhã tem mais!

Para não estragar as surpresas, vamos revelando um por um os assuntos dos posts especiais. O próximo deles, que vem amanhã, quarta-feira(02), será o próximo dessa série de posts dos autores do blog falando sobre seus animes e mangás preferidos, aqueles que alguns de vocês já devem ter visto na seção Sobre o Blog. O próximo a escrever será o Sano, o cara de Boku no Hero e Magi aqui do blog. Não percam!

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2 comentários sobre “OPM Opina #5.2: “Por que essas obras são as minhas favoritas”, por Diddy

  1. mexicano21 disse:

    Galera do OPM curte HxH hein? Pior que nunca li nem assisti, não tenho nem como saber se isso é bom ou ruim.

    Sobre One Piece, sim, rola muito protagonismo e poder da amizade, mas a chave é essa: “ninguém é extremamente inútil e se existe uma ponta solta, com certeza ela será amarrada no futuro”. Suas lutas podem ser como as de qualquer outro battle shounen padrão, mas seu mundo não é! Ele tem toda uma mitologia e uma política muito interessantes. E sim, nada é inútil. Faz tempo que não leio (faz tempo que não leio nada), mas preciso retomar um dia =)

    Pra não ficar escrevendo textão comentando a lista inteira, bom, assisti o anime de Monster e adoro, li o mangá de Vinland (preciso retomar também) e adoro, o resto eu não li nem assisti, mas Planetes está na minha fila =)

    • Diddy disse:

      HxH teria potencial pra brigar com One Piece em vendas no Guinness Book, se o Togashi não fosse um preguiçoso/viciado em Dragon Quest/tivesse o maldito problema na coluna. Contém 2 das melhores sagas que já li em qualquer mangá (Yorkshin ou Yorknew e Chimera Ants), e com outras sagas muito boas e eficientes no que se propõem.
      O detalhismo de One Piece ensina como criar um mundo rico em conteúdo. Não só os lugares locais, como história e cultura das ilhas, personagens bem trabalhados e até mesmo figurantes com suas histórias (acho legal ressaltar esses, pois dá a sensação de algo real mesmo).
      Vinland Saga só vai melhorando com o tempo, mesmo depois da quebra do ritmo dinâmico do mangá, devido a reviravolta na invasão da Inglaterra. Coloque Planetes como o próximo da fila, garanto que não vai ser arrepender.

      Obrigado pelo comentário e volte sempre, mexicano21.

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