Versão Brasileira: Green Blood 1 – JBC

Então, eu não disse que teríamos uma surpresa? Tá aí, um pouco atrasado porque só recebi os volumes há pouco tempo, mas finalmente iremos falar de Green Blood.


Green Blood Volume 1

Impressionante como um volume que é introdutório consegue ser tão rápido de ler e ao mesmo tempo acontecer tanta coisa. E sim, como eu disse, o foco desses primeiros 7 capítulos é mais em nos apresentar personagens e a gangue Grim Reaper. Primeiro o autor nos mostra o ambiente que é Nova Iorque de 1865, um lugar que os imigrantes chegam com esperança de realizar o sonho americano, mas a coisa não é bem assim. Mostra que Nova Iorque é suja, feia, corrupta, pobre, injusta, uma terra de ninguém, algo perfeito para gangues. Ou seja, de cara nos promete que a coisa vai ser bem feia.

Somos apresentados inicialmente também a um dos protagonistas, Luke Burns, um garoto bom, que leva a vida honestamente, e que tem aquele senso de justiça que muitos protagonistas têm, porém, Luke não é nenhum herói em termos de capacidade física. Ele não sabe lutar, atirar e não vai dar conta de um grupo em questão de segundos. O contrário, é fraco e só tem vontade. Já seu irmão, Brad Burns, é este que ilustra a capa do primeiro volume, e até onde eu li, nos volumes 2 e 3 ele também está na capa.

Brad ao contrário de Luke é o personagem que dá a ação, move a história, é o cara que luta, que tem presença, que tem uma arma badass, que tem o ímpeto de um assassino, mata vários sozinho, usa chapéu de cowboy, tem amante gostosa na zona, tem até uma alcunha, fazendo alguns acharem que é uma lenda urbana, ele é o cara que muitos querem ser e empolga os leitores. Porém como um bom badass protagonista, Brad tem suas motivações e conflitos. Primeiro vemos que ele não se sente muito bem em matar, segundo que ele faz isso e está na gangue por uma motivação, encontrar o seu pai desaparecido. Por que? Bom, eu já li, mas é melhor comentar a minha reação quando li apenas o primeiro volume. De fato foi bombástico ver que o pai dele era um Grave Digger, mas ali não dá nenhuma pista se o pai dele é um bandido romântico (daqueles que estão no crime mas não querem fazer o mal, vocês entendem, né?) ou se o pai dele é alguma outra coisa, um fugitivo da gangue ou algo pior. Porém poucos capítulos depois é revelado que a motivação é acabar com o próprio pai. E como não pode faltar, ele tem o conflito interno, que tem que fazer isso tudo para cumprir seus objetivos, mas ele se preocupa ao extremo com o irmão. Luke não é só o cara honesto, bom e gentil, ele é o ponto de equilíbrio de Brad, é por causa de Luke, que Brad não perdeu a moral e humanidade que tem, e Brad é capaz de sacrificar tudo em nome de seu irmão, inclusive se sujar para que o seu irmão não tenha que se sujar. São essas coisas que fez este que vos escreve admirar e torcer pelo Brad.

Também neste volume mostra a sujeira que é a polícia da época e como as gangues lidavam com isso. Particularmente eu achei ousada e pensando do jeito de um gangster, coerente e a melhor alternativa em lidar com a polícia sendo líder de uma gangue de Nova Iorque de 1865. Aliás, a figura de Gene McDowell nos é apresentada muito breve, porém passa a imagem daquele líder que tá sujo até o talo, porém tem seus códigos de honra. Além de que nesse volume já estão ajeitando o gramado para ter a guerra de gangues.

Mas nem todo o mundo no Grave Digger é personagem de respeito, Kip McDowell é um desses. É o típico filhinho de papai leite com pera que vive do status do pai, não tem a confiança do pai por conta da índole que tem, morre de ciúme do Brad, e ainda por cima é capaz de fazer as maiores escrotices possíveis. O que ele fez com a prostituta é prova disso.

E o volume termina por conta das cagadas que Kip fez, porque pra toda ação, gera uma reação. Mesmo sendo filho do dono da gangue, que Emma, a amante gostosona de Brad, que até então só tinha servido de orelha e pra não deixar a história um festival da salsicha, se arrisca, colocando tudo a perder para vingar a amiga. E sobre isso que comentarei depois, na Versão Brasileira do próximo volume.

Comentários Finais:

– Eu sei que deveria ter feito isso há dias, mas não tive tempo e acabei também parando pra ver UEFA Champions League (BARÇA, PORRA!!!) e alguns animes e filmes atrasados.

– Sério, estou adorando ler esse mangá, leitura muito rápida, história muito interessante, o mundo é algo que eu gosto, gosto do ambiente americano do século XIX, personagens bem feitos e com carisma, ótimas lutas, e só dá vontade de ler mais ainda.

– O trabalho da JBC com Green Blood tá muito bom. A única coisa que eu sendo fresco, vou reclamar, é de fazerem contagem como “1 de 5” na numeração. Eu sei que tá pequeno, mas não é algo que eu goste. Não é bom ficar fazendo contagem regressiva com o que você tá acompanhando, parece pressa pra terminar.

Então é isso. Comentem o que acharam do volume e da review, se gostaram ou não, podem comentar. Curtam a nossa página no Facebook, sigam a gente no Twitter, mandem críticas e sugestões caso tenham.
Até a próxima.

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