Review Nanatsu no Taizai Parte II: Diane, Ban e King

Depois de um longo período de ausência, estou de volta ao blog. Na volta, trago o review de alguns episódios de Nanatsu no Taizai, série que ficou encalhada desde o primeiro post.

Nessa review: Episódios 3, 4, 5, 6, 7, 8 e 9



Antes de começar, aviso que nunca li o mangá que a animação adapta, ou seja: Sou tão marinheiro de 1ª viagem na série quanto boa parte de vocês(acho que isso até torna a review mais isenta).

Resolvi fazer o review dos epsódios 3 ao 9(apesar de já estar acompanhando a série semanalmente) pelo fato desses 6 episódios serem semelhantes a um arco. Mais especificamente, durante esse tempo vimos a formação do grupo de protagonistas da série: Meliodas e Elizabeth se encontram com Diane, Ban e King, 3 Pecados Capitais.

Começando por Diane, não tivemos lá grandes problemas dentro da história nesse encontro. É claro, rolou aquela surpresa pela personagem ser um gigante(nada inaceitável dentro do universo estabelecido na obra). A gigante da inveja se mostra apaixonada por Meliodas e fica enciumada quando vê Elizabeth junto a seu antigo capitão, mas… alguém avisou pro autor que ciúme é meio diferente de inveja? A não ser que os japas considerem os dois sentimentos parecidos, sei lá. O que realmente me incomodou na personagem foram dois pontos: o fato dela afirmar que só faz o que o capitão manda(ora, será que ela se dedicou a proteger um reino, enquanto fazia parte de um grupo de cavaleiros de elite, só por causa de Meliodas? Meio tosco) e o real desenvolvimento dela ser extremamente apressado, com ela dizendo a Elizabeth que queria ser de tamanho normal em uma cena rápida e tumultuada, o que tirou qualquer impacto sobre quem assiste. Não sou um grande fã de flashback, mas podia rolar algum, mesmo que curto.

Entre o arco do encontro com Diane, tivemos a aparição de Gilthunder e a subsequente luta contra Meliodas, onde tivemos a apresentação do background e das motivações do antagonista(bem clichezão, por sinal) e ocorreu sua luta contra Meliodas, com uma animação até legalzinha(os trovões de Gilthunder ajudam). Nesse momento, eu achei que já tinha uma ideia da(até aquele momento, grande) diferença de níveis entre os Sete Pecados Capitais e os demais Cavaleiros Sagrados, coisa com a qual a própria história vai se embolar depois.

O aparecimento de Ban foi bem mixed feelings. O Pecado da ganância é um daqueles personagens clássicos de shounen de porrada, o badass carismático com um toque cômico, que costuma conquistar muitos fãs do gênero. Me agradou também, a princípio. A sua característica, a imortalidade, não é algo fácil de se trabalhar sem provocar incoerências na história. Vamos ver como o autor vai se virar com isso daqui pra frente. No mais, a cena mais cômica de seu encontro com Meliodas, a destruição da barreira, foi a cota de massaveio que esse tipo de personagem normalmente tem.

Entretanto, o que eu mais curti de Ban foi a a apresentação de seu background. Apesar do seu desejo pela imortalidade ser algo meio vago, a sua história de amor com a fada Elaine é, por vezes, tocante. Aquela velha fórmula do “brutamonte que tem coração” é utilizada em sua forma mais comum, mas funciona muito bem. E é com essa premissa que temos a introdução do último personagem: King, Pecado da preguiça, rei das fadas e irmão de Elaine. O personagem já vinha sendo mencionado como uma espécie de contraponto de personalidade a Ban, mas aparece concretamente na história caçando o ex-companheiro para se vingar do que ele teria feito com a floresta das fadas e com sua irmã. Naquele momento, já era previsível que aquilo seria um mal entendido e tal, o que veio a se confirmar mais tarde. Fora isso, King chamou mais atenção pelo poderzinho: a lança com várias formas e movida por uma espécie de telecinese dá boas opções para o autor na mecânica das lutas. No geral, a apresentação de King ficou meio rasa e com elementos estranhos, como uma aliança temporária com os Cavaleiros Sagrados introduzida sem qualquer necessidade aparente. Ainda assim, melhor que a de Diane. Deu pra passar.

O problema vem agora. A luta contra Guila na Capital dos Mortos serviu para a introdução das “magias” de cada um dos Sete Pecados Capitais, com falas expositivas nada naturais da Amazona Sagrada. A personagem virou praticamente um dicionário durante certo ponto do combate. Outro problema foi o grande trabalho que Ban, Meliodas e Diane tiveram com ela. Ora, há alguns episódios atrás, Meliodas brincava com Gilthunder, um dos Cavaleiros Sagrados mais fortes, e agora passa esse perrengue todo contra um rival mais aleatório? Eu sei que essa situação foi construída para que King pudesse brilhar, como aconteceu, mas a incoerência pesou…

No mais, tivemos a introdução dos tesouros sagrados, que devem dar o tom dos próximos episódios, e um pequeno desenvolvimento de Elizabeth. Com algumas cenas sentimentais e outras envolvendo ações da protagonista, vimos que ela evoluiu de mocinha chorona sem brios pra mocinha que chora às vezes com um pouco mais de brios. Não desmerecendo o trabalho de desenvolvimento da personagem, que foi bem na média, mas o autor não faz a mínima questão de fugir do clichê e da previsibilidade nesse ponto.

É isso, amigos. Em breve sai o post dos episódios lançados depois do 9º e eu espero conseguir acompanhar a série e fazer os posts semanalmente antes que a mesma acabe. Curtam nossa página no Facebook e aquele abraço!

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3 comentários sobre “Review Nanatsu no Taizai Parte II: Diane, Ban e King

  1. Jiang do Flango disse:

    Mesmo que esse comentário se perca porque ninguém mais acessa esse post por ser antigo, vou comentar mesmo assim. Eu assisti o anime todo e tenho uma idéia meio vaga de cada personagem. Vou comentar alguns deles:

    Diane: eu gostei muito da personagem no começo do anime. Eu acho que esse conceito de ser gigante é muito divertido e muito foda também… Mas durante o anime a personagem não correspondeu as expectativas se mostrando muito fraca e inútil, o que acabou com toda a epicidade do personagem

    Ban: Ah, Ban um dos meus personagens preferidos no começo da trama! Cara, ele é muito foda! Toda a imortalidade, as piadas que ele sempre fazia, o jeito lobo solitário dele like Ikki dos Cavaleiros… tudo agregava pra ele ser o melhor personagem da trama… É uma pena que teve esse romancezinho chato com essa tal de Elaine que tirou todo o jeito badass dele e ele é mais um que se perdeu no fim do anime como a Diane

    King: Cara, King, velho! Que personagem! Sua personalidade, seus vários poderes, aquele foda-se dele estampado na cara, o fato de flutuar deitado num travesseiro, suas várias formas de sua arma, ser o rei (King) das fadas, ser chamado também de Harlequin ufa! E ele é o único que se manteve épico até o final do anime! É com certeza o melhor e mais desenvolvido personagem da série.

  2. Jiang do Flango disse:

    Eu acho essa coisa da Gila ser mais fraca que o Gilthunder acontece em qualquer mídia. Geralmente num começo de uma história, são apresentados os principais e mais fortes vilões e como com o decorrer do anime os vilões tem que evoluir na força também ( o que geralmente não acontece) E geralmente o autor tem que dar essa forçadazinha mesmo. Pois durante o resto do anime aparecem poucos vilões com uma força e importância igual a do Gillthunder, então ele tem que fingir que os próximos vilões são mais fortes, mesmo não sendo tão importantes.

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